Feira do Livro de Lisboa aposta em plataformas digitais
Este ano, as editoras utilizam os livros digitais para atrair mais público para a Feira do Livro de Lisboa
Foto: Arquivo JPN

Feira do Livro de Lisboa aposta em plataformas digitais

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Na maior montra de livros nacional, as editoras apostam nos suportes tecnológicos para atrair mais leitores. O certame literário que decorre até 15 de Maio, no Parque Eduardo VII, é composto por 240 pavilhões.

A Feira do Livro de Lisboa conta com 140 participantes, que representam 450 editoras, distribuídos por 240 pavilhões. No Parque Eduardo VII, destacam-se os espaços do Grupo Leya, Babel e Porto Editora, que ocupam cerca de um terço do espaço da 81.ª Feira do Livro.

Para além de livros, há também mesas redondas sobre diversos temas e ainda música, como por exemplo, concertos de Jazz organizados pelo Grupo Leya em parceria com a Out of the Blue e a escola de jazz Luís Villas-Boas/Hot Club de Portugal. No entanto, a grande novidade deste ano são as publicações disponibilizadas em plataformas digitais.

Feira do Livro do Porto: De 26 de Maio a 12 de Junho

No Porto, a 81.ª edição da Feira do Livro realiza-se de 26 de Maio a 12 de Junho, na Avenida dos Aliados. Marta Santos, da APEL, acredita que as editoras têm interesse em replicar o modelo implementado em Lisboa. Porém, o grupo Leya ainda está a desenhar a feira da Invicta. A Babel vai ter, apenas, o quiosque infantil no Porto. "Devido às infra-estruturas e à limitação de espaço, não temos a certeza se conseguimos trazer o equipamento do e-book gigante", explica Graça Leite, da Babel. A Feira do Livro do Porto 2011 vai contar com 126 pavilhões e mais de 200 editoras. Na próxima semana, vão ser conhecidos mais pormenores sobre a programação realizada pela APEL.

E-book: uma nova forma de ler

A febre dos smartphones e dos tablets levaram as editoras a apostar no formato digital. Leya e Babel têm, no certame, espaços dedicados a esta nova forma de ler. Folhear um livro virtualmente pode ser 60% mais barato que do folhear as publicações tradicionais.

O Grupo Leya, que agrega 17 editoras, mantém o modelo diferenciado que inaugurou há três anos: a "Praça Leya", com 16 pavilhões, uma zona central que vai acolher mais de 50 autores e ainda uma esplanada, um palco e um espaço infantil. Para além disso, este ano, criaram na praça uma zona de consulta de livros digitais, ou seja, de e-books.

O espaço permite que as pessoas "tenham contacto com a realidade dos livros digitais", que a editora começou a divulgar em Setembro de 2010 "através da plataforma online Mediabooks", explica José Meneses, do Grupo Leya. Assim, o stand de e-books tem um "duplo objectivo".

Por um lado, as pessoas que já conhecem têm oportunidade de se manter a par das novidades; por outro, quem desconhece o conceito "pode perceber em que consiste um livro digital, o tipo de produto que está disponível, bem como as vantagens do acesso aos e-books", afirma. No stand de consulta de livros digitais, está uma pessoa disponível para ajudar e orientar os utilizadores, nas horas de mais afluência, isto é, durante a semana, ao final da tarde e durante todo o dia, nos fins-de-semana.

Por sua vez, a Babel disponibiliza, na 81.ª edição da Feira do Livro, um e-book gigante com mensagem para as pessoas consultarem e folhearem virtualmente e um quiosque virtual dirigido às crianças. Esta sexta-feira, entregam-se os prémios "Uma Aventura Literária", com presença das autoras da colecção "Uma Aventura", Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, e a participação de mil crianças. Até 15 de Maio, muitos são os autores com sessões agendadas na Feira do Livro de Lisboa, organizada pela Câmara Municipal de Lisboa.

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