Escassez da água é um problema para a humanidade
Portugal regista 40% de perdas nas redes de distribuição de água para consumo humano
Foto: Morguefile

Escassez da água é um problema para a humanidade

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Em 2025, um terço da população mundial vai sofrer sérios problemas de abastecimento de água.

Tomar duche em vez de tomar banhos de imersão; fechar as torneiras quando não se usa a água; diminuir o volume de descargas dos depósitos de autoclismos; usar máquinas de lavar roupa e louça com carga máxima e programas curtos; regar o jardim ao final da tarde para evitar desperdícios a nível de evaporação; e lavar o automóvel com um balde e pano, em vez de usar uma mangueira de água corrente.

Pequenos gestos do dia-a-dia podem transformar-se numa grande ajuda para poupar água. "Existem simples contributos que todos nós podemos dar e que no fim resultam numa melhor forma de gerir a água e numa melhor forma de preservar recursos", explica o presidente da Quercus, Hélder Spínola.

O Dia Mundial da Água, que acontece esta quinta-feira, foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 1993 para promover a conservação e preservação da água e o desenvolvimento dos recursos hídricos.

Segundo Hélder Spínola, é uma data acima de tudo comemorativa. "É um dia para chamar à atenção para a necessidade de gerir convenientemente este recurso", diz. Um dos maiores desafios do século XXI é combater a escassez da água, que afecta um terço da humanidade. A água é considerada o "ouro" do século XXI. "Uma das maiores dificuldades em obter água tem a ver com as alterações climáticas, com a maior frequência de situações de seca e com o agravar da própria qualidade da água" disseHélder Spínola ao JPN.

É essencial conseguir garantir água em quantidade e em qualidade para não correr o risco de pôr em causa a saúde pública, a qualidade de vida mas também o próprio desenvolvimento económico, alerta o ambientalista.

Hoje em dia, os esforços feitos no tratamento garantem bons níveis de qualidade da água em Portugal, mas ainda 2% da água distribuida para o consumo humano não respeita os níveis de qualidade exigidos. A poluição dos rios e das albufeiras é cada vez visível e pode tornar Portugal mais vulnerável à escassez, como acontece em países mais pobres.

Portugal tem uma percentagem elevada (40%) de perdas nas redes de distribuição de água para consumo humano. "Para uma melhor gestão dos recursos hídricos, é essencial que se desenvolvam métodos, mecanismos e comportamentos de uso mais eficiente", afirma o presidente da Quercus.

Os desperdícios do uso da água são muito elevados, quer no sector doméstico, quer no sector agrícola. 50% das águas residuais produzidas em Portugal não têm um tratamento conveniente. Hélder Spínola defende a importância de investir num sector de tratamento que garanta a qualidade da água para ser reutilizada em, por exemplo, regas de jardim ou limpezas de pavimentos.

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Em resposta ao comentário de ingrid Por ingrid
08.04.2007 - 20:16

eu aichei esse site muito enteressante eu pesquisei esse site para o céminario que vai ocorrer no meu colégio vali 3,0 pontos entao eu vim no google pesquisar. Tomara que eu ganhe os meus 3,00.
eu aiche esse site muito interressante porque ele fala sobre a inportância da água no nosso planeta porque sem ela agente não viveria obrigada por ter esse site. depois de muita hora de sufoco eu encontrei obrigada adorei

Em resposta ao comentário de kamilla Por kamilla
17.04.2007 - 00:34

ola!!!Pessoal temos que ter cuidado com agua,por favor nao desperdissem pois um dia vcs irao se arrepender....

Em resposta ao comentário de Julia Por Julia
17.04.2007 - 21:02

olllllllla

18.04.2007 - 18:42

eu gostei desse site porque eu estava procurando um site para aguas contaminadas porque e um trabalho que na nossa escola esta fazendo e vai valer pontos para o fechamento do bimestre...

Em resposta ao comentário de silvio Por silvio
26.04.2007 - 14:18

estou a fazer um trabalho para geografia sobre escassez e excesso de àgua e precisava que me ajudasses...

Em resposta ao comentário de jonas Por jonas
02.05.2007 - 11:57

adorei o texto muito informativo!

Em resposta ao comentário de Ricardo Por Ricardo
02.05.2007 - 12:03

eu amo falar sobre o

Em resposta ao comentário de ricardo Por ricardo
02.05.2007 - 12:05

eu adoro falar sobre o problema da água

Em resposta ao comentário de JOANA Por JOANA
06.05.2007 - 16:57

ADORO A AGUA ENTAO NO VERAO NEM SE FALA!!!

Em resposta ao comentário de marciely Por marciely
15.05.2007 - 04:37

eu achei esse site super interessante porque fala de um assunto que é muito importante, é fala sobre o q vai acontecer se nós nao economizarmos a água...
eu entrei nesse site para fazer uma pesquisa para o colegio é adorei...

Em resposta ao comentário de marciely Por marciely
15.05.2007 - 04:40

oi eu adorei esse site porque nele tem tudo que eu preciso a respeito da agua...

GALERA VAMOS ECONOMIZAR A ÀGUA...

tenham uma ótima semana

Em resposta ao comentário de caroline fernandes Por caroline fernandes
17.05.2007 - 19:23

gente vamos todas fazer nosso parte a agua ta acabando e quem vai acabar sofrendo com isso são nossos filhos, nossos netos,então evite dispertiças um dos nossos maior tesouro que é agua !!!!!

Em resposta ao comentário de michael Por michael
18.05.2007 - 00:15

isso tem quer mudar si nao nos vomos morrer mais cedo com a falta de agua...

Em resposta ao comentário de francisco Por francisco
30.05.2007 - 18:30

eu estou a fazer um trabalho de geografia sobre a seca e a escasses de agua mpreciso de ajuda... ok????? bgd

Em resposta ao comentário de francisco Por francisco
30.05.2007 - 18:30

eu estou a fazer um trabalho de geografia sobre a seca e a escasses de agua mpreciso de ajuda... ok????? bgd

Em resposta ao comentário de ozymar Por ozymar
31.05.2007 - 14:22

adorei o texto?

Em resposta ao comentário de alice Por alice
11.06.2007 - 14:42

eu achei esse site super legal tenho certesa que quem ler comesa a ecomisar agua alem de ganhar nota 10 no trabalho eu ganhei a professora ate me pedio o site para ela se aprofundar mais.

Em resposta ao comentário de camille Por camille
11.06.2007 - 18:13

aaa

ate ki o site eh bom
mas nau achei o que eu queria

que eh flando sobre a agua e naum di portugal


ta um pouco fraco em!!

Em resposta ao comentário de claudenia Por claudenia
08.08.2007 - 00:08

estou muito preocupada com o futuro sem agua potável, estou fazendo a minha parte mais tem muita gente que nao contribui é uma pena......

Em resposta ao comentário de vinicius de souza barbosa Por vinicius de souza barbosa
21.08.2007 - 00:04

isso está muito evidente,e tem gente que ainda não se tocou a gravidade da situação

Em resposta ao comentário de Maria Edna Freire Cabral Por Maria Edna Freire Cabral
26.08.2007 - 17:38

Que bom,podermos ter acesso a informações
que nos faça ter consciência da importância da água.

Em resposta ao comentário de Lara Rodrigues Por Lara Rodrigues
28.08.2007 - 17:05

Eu axo a agua di doidoooo!
GAsta mesmo gteeeeeeeeeeeeeeeee
depois morre fika por ai

Em resposta ao comentário de LUANDA Por LUANDA
09.09.2007 - 02:39

Preciso deste trabalho para apresentar em uma feira de ciências que terá em minha escola .
Estou confiando só que preciso de mais informações se vocês puderem me mandar mais ficarei super grata pois além de ter que fazer comentário terei que fazer uma maquete
Desde já eu agradeço

Em resposta ao comentário de rppf Por rppf
20.09.2007 - 22:33

gostei deste site e principalmente do texto bastante interssante e acima de tudo informativo.obrigado

Em resposta ao comentário de Dulce Martins Por Dulce Martins
24.09.2007 - 18:30

Gostaria se possível, que mandem idéias de uma maquete sobre a importância da água para os animais e seres humanos, para trabalho escolar de alunos do 2º Ano Fundamental. Grata desde já agradeço.

Em resposta ao comentário de adalia Por adalia
03.10.2007 - 02:17

eu acho q o problema da agua esta se agravando mais acada minuto....
poi nós naum estamos fazendo nada so gastando ela!!!
eu q tenho 12 anos tenho essa forma de pensar por isso eu quero saber oq vcs acha do problema da escassez da água!!!
oq eu disse serve de exemplo para todos!!!
bjin!!!

Em resposta ao comentário de adalia Por adalia
03.10.2007 - 02:19

Escassez de Água

Quando se considera que a água escasseia? Se afirma que um país tem escassez de água se dispõe de menos de 1.000 metros cúbicos por pessoa ao ano. Cifras próximas nos indicariam que há uma tensão hídrica; esta existe se se dispõe entre 1.000 e 1.700 metros cúbicos de água por pessoa ao ano. Neste sentido, dois países da Região sofrem tensão hídrica: Haiti e Peru.

Outros países e regiões da América se encontram também em situações complexas com respeito a este valioso recurso. A região do Chaco, por exemplo, compartilhada por Argentina, Bolívia e Paraguai, sofre severos problemas de desertificação. Apesar de contar com dois grandes rios (o Pilcomayo e o Paraguai), a água é um dos recursos mais escassos. A cidade do México enfrenta também sérias dificuldades a respeito da água e se teme que no futuro este seja um problema de grande magnitude.

O maior aqüífero dos Estados Unidos, o Ogallala, está empobrecendo a uma taxa impressionante de 12.000 milhões de metros cúbicos ao ano .

A crise mundial de água potável foi o tema central de discussão na Conferência da Água realizada em Bonn (Alemanha) no ano 2001, a qual assistiram ministros e diversas autoridades de 120 países. Esta reunião buscava discutir a forma de superar a crise expressada no fato de que 1,2 bilhõa de pessoas em todo o mundo carecem hoje de água potável.

As projeções para o futuro não são otimistas. Se não forem tomadas medidas adequadas, duas em cada três pessoas no mundo sofrerão escassez de água no ano 2025.

Em 1995, o Haiti tinha apenas 1.544 metros cúbicos por pessoa ao ano. O Peru nesse mesmo ano estava na cifra limite: 1.700 metros cúbicos por ano. As projeções para o ano 2025 são alarmantes para estes dois países, pois poderiam chegar a somente 879 e 1.126 metros cúbicos, respectivamente, de acordo com o provável aumento populacional.

O Informe da Avaliação 2000 nas Américas , preparado pela OPS, apresenta o estado global dos serviços de água potável e esgoto sanitário. Neste documento se estima que a população total da Região (que inclui 48 países ou territórios) soma aproximadamente 790 milhões de pessoas, das quais 73% são população urbana e 27% correspondem à população rural.

Do total da população na Região, 76,5 milhões não têm acesso à água segura e cerca de 53,9 milhões se abastecem através de sistemas definidos como de fácil acesso, que representam na maioria dos casos um risco significativo para a saúde, principalmente para as populações mais vulneráveis.

Nas Américas, o grupo de países composto por Canadá e Estados Unidos se considera que se obteve em certa medida a solução do problema de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário. Mas ainda devem enfrentar a renovação da infra-estrutura, ou deterioração dos recursos hídricos e especialmente, o excesso do consumo de água.

Os países da América Latina e Caribe não conseguiram a cobertura total na prestação destes serviços. Também têm sérios problemas de qualidade da água e de proteção dos recursos hídricos, assim como de perdas de água.

Para superar a crise da água, é preciso promover mudanças substanciais em vários aspectos: conter o aumento da demanda de água devido tanto ao aumento da população como ao uso crescente deste recurso por parte da indústria e da agricultura; reduzir os excessos no consumo; melhorar e ampliar os sistemas de abastecimento e reduzir as perdas; gerir as bacias hidrográficas de maneira sustentável; planejar métodos de melhoria dos processos de distribuição, entre outros.

Uma das tarefas centrais que deve ser empreendida em todos os países da Região é a de evitar o desperdício e diminuir o consumo para obter o uso racional de tão valioso recurso.

Escassez

A água tem se tornado um elemento de disputa entre nações. Um relatório do Banco Mundial, datado de 1995, alerta para o fato de que "as guerras do próximo século serão por causa de água, não por causa do petróleo ou política".
Em 30 anos, o número de pessoas saltará para 3 bilhões em 52 países. Nesse período, a quantidade de água disponível por pessoa em países do Oriente Médio e do norte da África estará reduzida em 80 por cento. A projeção que se faz é que, nesse período, 8 bilhões de pessoas habitarão a terra, em sua maioria concentradas nas grandes cidades. Daí, será necessário produzir mais comida e mais energia, aumentando o consumo doméstico e industrial de água. Essas perspectivas fazem crescer o risco de guerras, porque a questão das águas torna-se internacional.
Em 1967, um dos motivos da guerra entre Israel e seus vizinhos foi justamente a ameça, por parte dos árabes, de desviar o fluxo do rio Jordão, cuja nascente fica nas montanhas no sul do Líbano. O rio Jordão e seus afluentes fornecem 60 por cento da água necessária à Jordânia. A Síria também depende desse rio.
A populosa China também sofre com o problema. O grande crescimento populacional e a demanda agroindustrial estão esgotando o suprimento de água. Das 500 cidades que existem no país, 300 sofrem com a escassez de água. Mais de 80 milhões de chineses andam mais de um quilômetro e meio por dia para conseguir água, e assim acontece com inúmeras nações.
Um levantamento da ONU aponta duas sugestões básicas para diminuir a escassez de água: aumentar a sua disponibilidade e utilizá-la mais eficazmente. Para aumentar a disponibilidade, uma das alternativas seria o aproveitamento das geleiras; a outra seria a dessalinização da água do mar.
Esses processos são muito caros e tornam-se inviáveis para a maioria dos países que sofrem com a escassez. É possível, ainda, intensificar o uso dos estoques subterrâneos profundos, o que implica utilizar tecnologias de alto custo e o rebaixamento do lençol freático.
Fonte: Sabesp


Seca em barragem no Nordeste-Areia de Baraúna (PB)
Foto: Jornal Folha de São Paulo

A disponibilidade da água se refere tanto à oferta hídrica em um lugar determinado e em uma época do ano, como a possibilidade que têm as populações de contar com água em quantidade e qualidade adequadas. Neste sentido, a disponibilidade tem relação direta com as reservas de água que existem em determinadas regiões.

Mas há condicionantes adicionais que fazem com que as situações variem notavelmente de um lugar para outro, tais como:
. a distribuição geográfica,
. a concentração populacional,
. as condições climáticas
. os serviços,
. as formas de uso, etc.
A água representa 70% da superfície da Terra, mas a maior parte se encontra nos oceanos. Da água que temos no planeta, 97,5% é salgada, só 2,5% é água doce; mas parte dela se encontra inacessível, em forma de calotas de gelo e glaciares situados em zonas polares distantes das populações. Em suma, somente podemos contar com 1% da água do planeta, ainda que não totalmente porque em algumas ocasiões se encontra em forma de vapor d´ água, no subsolo, com difícil acesso ou faz parte dos organismos vivos.

Em que pese tantas limitações, a água que temos poderia ser suficiente com uma boa gestão e se estivesse distribuída de maneira equilibrada. Mas sabemos que há zonas onde a água é tão abundante que chega a produzir catástrofes, enquanto nos lugares desérticos a escassez é dramática.

Outro problema adicional é que a demanda de água cresceu de maneira vertiginosa nos últimos tempos e há grupos que usam água de maneira excessiva em alguns países. Além disso, os processos de contaminação têm ocasionado a perda de muitas fontes de água.

O continente americano possui mais de 30% da água doce existente no mundo. A América Latina é uma das regiões com maiores recursos hídricos, já que a média das precipitações se calcula em 1.500 mm, o que é 50% mais do que a média no mundo; o caudal resultante destas chuvas é calculado em 370.000 metros cúbicos por ano, o que significa que 31% das reservas regionais de água doce chegam cada ano aos oceanos .

A América, comparativamente com o resto do mundo, tem um potencial hídrico importante.
Mas há muitas diferenças entre uma e outra região das Américas. A disponibilidade maior se encontra no trópico úmido, mas há extensas zonas desérticas e com graves problemas.

A água é um recurso finito mas, como já foi assinalado, tem a virtude de reciclar-se de maneira permanente através do ciclo hidrológico. Este singular fato nos levava a supor que se tratava de um bem público de livre disponibilidade, com o qual não haveria problemas.
Os fatos mostram outra coisa: há escassez.

isso é a resposta!!!
bjin!!!

Em resposta ao comentário de inayara Por inayara
21.10.2007 - 19:28

olÀ!!
eu naum encontrei o assunto que precisava é sobre a "escassez da agua-crise mundial!!!

me ajudem!

*VALEU*

Em resposta ao comentário de breno Por breno
23.10.2007 - 16:27

gostei muito pois estudo para ser tecnico em agropecuaria e estava procurando um site para fazer um trabalho de climatologia.

Em resposta ao comentário de Tó/ Davina Por Tó/ Davina
05.11.2007 - 12:47

tuduh muito xunga no país...

Em resposta ao comentário de sandra cunha Por sandra cunha
14.11.2007 - 00:22

ola!talvez isto podera ajudar(n reparas k tou num pc k o teklado n e portuges n tenho acentos lol,:
Água, um bem vital a todos

A água é um bem vital a todos que cada vez mais desperta preocupação na população, em todo a mundo.
Em Portugal, Engenheiros Ambientais, alertam para o perigo de uma possível falta de água no planeta. Alguns acreditam que isso nunca irá acontecer, mas a escassez, isso sim é um problema, a um passo de se tornar realidade.
Sob ponto de vista económico, Miguel Tato Diogo, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências Humanas e Tecnologia, afirma-nos que «a falta de água põe em causa todos os recursos humanos, pois é um bem vital, no ciclo dos recursos naturais.» Por sua vez Maria João Guerreiro, Doutora de Hidráulica na Universidade Fernando Pessoa defende que «toda a vida na Terra estaria comprometida na eventual falta do recurso».
Filipa Malafaya Batista, Professora e Mestre na Universidade Fernando Pessoa, acrescenta ainda que «nós seres humanos, somos compostos por 70% a 80% de água, e sem ela não há vida nem actividade, logo, temos um cenário de sub desenvolvimento em algumas zonas do planeta».

Desde a produção de energia eléctrica, a todo um conjunto no sector da economia, a escassez deste bem vital é o fim pois, «15 dias sem água afecta o custo de vida de um país, milhões e milhões de euros são perdidos, a indústria deixa de funcionar a curto prazo, assim, como os sistemas de abastecimento. Todo o saneamento, saúde pública será afectada», conta-nos o engenheiro bastante preocupado, chegando mesmo a afirmar que «seria uma catástrofe se pensássemos bem».
Em Portugal, perde-se por dia entre 180L a 200L de água por habitante, valores que não contabilizam as captações directas, como poços de água. Filipa Batista diz-nos que «o crescimento do consumo é natural porque os hábitos mudaram, a evolução da sociedade fez com que evoluísse».

Tomar banho diariamente, lavar a cabeça e os dentes, lavar a roupa, com a frequência que o fazemos, aumenta o consumo de água e segundo António Domingues, Coordenador de Formação do Departamento de dinamização da Delegação Norte da DECO, um dos grandes problemas é o uso inadequado que as pessoas fazem da água pois,” utilizam-na com actividades erradas tais como, lavar o carro ou o pátio, utilizando água potável.”
No entanto, o facto de aumentar o consumo, até um determinado ponto é positivo porque, caso não se aumentasse entraríamos em outro problema. «Se reduzimos demasiado a água, o nível de toxicidade no esgoto vai aumentar», revela Filipa Batista, preocupada. «Se ao lavarmos os dentes não usarmos a água que usamos, o dentífrico não se vai dissolver da mesma forma, logo vamos ter mais químicos», conta Miguel Diogo.
Cada um de nós para racionalizar a água pode, fazer pequenos grandes gestos todos os dias. Maria João Guerreiro enumera alguns «procurar diminuir o consumo de água na lavagem da roupa e da louça, seja através de um uso mais adequado dos tanques e das pias (usar as tampas) ou adquirindo máquinas de lavar roupa e louça mais eficientes, procurar varrer as ruas mais frequentemente que lavá-las, procurar aproveitar a água da chuva para rega de jardins,..».

A solução

O ser humano depende da água para tudo e «enquanto não houver uma necessidade forte de a poupar, não se vão alterar os hábitos nem teremos um balanço positivo», afirma convicto, Miguel Diogo. Filipa Batista concorda que «enquanto não houver penalização, o povo português não vai alterar os seus hábitos», lamentando tal facto. «Se a água for cara, as pessoas vão ter mais cuidados com ela, vão reduzir o seu uso», afirma. «A escassez da água vai-nos custar muito dinheiro e enquanto não custar não vai estar defendida».
Já a DECO chama a atenção pelo facto de, a água ser um bem colectivo e essencial pelo que, “não deveria ser um negócio lucrativo, mas sim ser dispensado pelo menor preço, de forma a não dar prejuízos às empresas nem fazer com que estas ganhem à custa da água, o que me parece ser um pouco perverso”,salienta António Domingues.
Segundo ele, “Seria muito mais importante e eficaz promover, junto das pessoas, campanhas sobre a utilização racional da água”. A DECO tem tido algumas iniciativas nesse sentido e para eles, “É mais interessante ver que, estas campanhas, com os jovens e crianças, têm tido bom resultado e nota-se que, depois em casa estes fazem pressão sobre os pais”
Para o coordenador de formação da DECO “ o aumento dos preços, e as penalizações são o caminho mais fácil e que menos impacto terá a nível global”, explica. Esta medida não actua na consciência das pessoas e se “poderem pagar não irão alterar os seus hábitos”, conta. António Domingues questiona-se ainda sobre “a população com baixos rendimentos o que fazem, uma vez que é água é um bem essencial?”
Uma das soluções apontadas pelos dois professores da UFP passa, pela racionalização da água. Ambos concordam que se reutilizarmos a água, estaremos a poupá-la.«A água que usamos para lavar os dentes serve perfeitamente para fazer descargas», explica a professora. Miguel Diogo diz ainda que é ridículo «lavarmos os carros com água potável ou lavar as ruas com a água da companhia».
O problema que se coloca quando se fala de racionalização de água, está focalizado no facto de serem precisos dois sistemas para armazenar a água, um para a potável e outro para a não potável.
Todos os bens que não estão envolvidos num sistema de mercado não estão protegidos, no entanto «a água começa agora a estar porque tem vindo a ser explorada. Começa a não ser um bem livre, disponível a todos à partida na sociedade, sem custos e sem o seu consumo ser afectado», afirma Filipa. De facto a água tem vindo a deixar de ser um bem livre porque cada vez mais se encontra contaminada «porque nós não temos só escassez porque não chove ou o ano é seco. Começamos a ter escassez porque temos água que não podemos utilizar e portanto penso que os custos terão de ser internacionalizados», explica.
De acordo com a nova directiva da União Europeia os estados membros têm que implementar medidas novas na regulação, no sentido de aproximar o custo da água ao seu custo real. Filipa afirma, «pagamos pela água um valor ridículo ao que realmente custa em termos de captação e tratamento». «Nós temos que perder o medo de dizer que uma vida vale tantos euros, uma paisagem vale x, porque se não pusermos os euros à frente dos bens, nunca vão ser protegidos e há custos que poderão ser contabilizados em termos monetários».
Maria João Guerreiro esclarece-nos sobre a legislação comunitária no domínio dos recursos hídricos, mas aponta outros aspectos relevantes. A Directiva- Quadro da Água (DQA) « entrou em vigor em Dezembro de 2000, e define objectivos de qualidade da água para protecção de recursos hídricos superficiais e subterrâneos e respectivos ecossistemas associados. A protecção dos recursos hídricos subterrâneos
por nitratos de origem agrícola também foi objecto de directiva própria, bem como a protecção da água superficial para produção de água potável».


Situação de Portugal

Portugal é um dos países que pode não ter uma situação tão critica em relação a outros, pois, segundo António Domingues “se compararmos com outros países temos muita água”. Outro ponto positivo é o facto que «os investimentos feitos no tratamento e gestão da água foram, de uma certa forma, bem feitos», afirma Filipa Malafaya. No entanto as regiões mais afectadas do nosso país seriam à partida o sul e eventualmente o interior. O Norte, o Minho e o Douro Litoral não teriam problemas tão graves, «nós temos um regime hidrológico bastante favorável em termos de pluviosidade anual, logo no Norte, tem vindo a ser suficiente para os gastos, portanto não há grandes dramas», afirma Filipa.
Recordemos que há 2 anos, tivemos um Inverno bastante seco e «as paisagens que víamos estavam todas gretadas, tudo seco, animais mortos, porque não tinham água», por isso, Filipa Malafaya, lembra mais uma vez que, todos os recursos estão postos em causa se não houver água.
Na opinião de Maria João Guerreiro, Portugal nunca ficará sem água, mas enumera aspectos a ter em consideração «a utilização mais eficiente dos recursos hídricos e a protecção da qualidade das águas superficiais e subterrâneas são dois aspectos fundamentais para que não haja risco de exaustão dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos para consumo».
Os dois pontos defendidos por Maria João Guerreiro na análise da disponibilidade dos recursos hídricos são «a qualidade da água e a irregularidade da precipitação», pois Portugal «apresenta um clima mediterrânico, caracterizado por verões quentes e secos e Invernos húmidos, com 70 a 80% da precipitação a ocorrer no semestre húmido de Outubro a Março, induzindo ao armazenamento em açudes/barragens e exploração de aquíferos para suprir as necessidades hídricas
urbanas, industriais e agrícolas, principalmente nas épocas de estiagem», «a dessalinização de água do mar para consumo» tem sido usada na indústria hoteleira, pois reduz esse risco de exaustão, porém ainda com altos custos.
A DECO chama a atenção, de que podemos estar numa situação inquietante “porque apesar de termos muitos recursos, no que diz respeito aos cuidados e a contaminação, não se controla a longo prazo o que é preocupante, até porque, a maior parte dos nossos rios vêm da Espanha e podem já vir contaminados”.

Em relação às redes de distribuição «devem ser tomadas medidas urgentes, pois se estamos a falar de escassez, sabemos que é desperdiçada 50% de água em fugas de redes antigas, em contadores e ligações clandestinas», conta preocupada.
Filipa salienta ainda que Portugal «não tem sabido aproveitar a água que possui» mas acredita que existem muitas situações reversíveis.
Em relação à agricultura, esse sim seria um meio que iria sofrer com a falta de água. «Para o meio ambiente seria uma catástrofe», explica Miguel Diogo.
Com a falta de água, a agricultura fica cada vez mais dependente de outros países. Portugal passa a não produzir tanto o que afectaria também a nível económico. «Iriam aparecer novas culturas e algumas deixariam de existir».
Na pesca, a escassez da água também se faria sentir, pois não teríamos peixe de qualidade uma vez que «deixaria de haver um equilíbrio por parte da água, logo algumas espécies poderiam deixar de existir», o que afectaria mais uma vez a economia do País.

Nossos direitos

Uma vez que a água é um bem essencial, “os consumidores têm alguns direitos que estão vincados na lei” avisa a DECO. Estes direitos dizem respeito à salvaguarda e ao acesso da água que “ é um bem colectivo comercializado ou por empresas públicas ou por indústrias, no fundo pagamos por um bem que é colectivo e essencial, e por isso, têm que ter algumas características tais como a qualidade, acessibilidade e baixo preço.”
Portugal está inserido na U.E e isso “tem aspectos muito positivos na medida em que, isso obriga-nos a cumprir determinadas regras que, começam a ser cada vez mais apertadas, nomeadamente nas análises de água e de qualidade que são dispendiosas e que há uns anos não eram possíveis em Portugal”. As empresas e indústrias são, segundo António Domingues, obrigadas a cumprir estas medidas, ou “levam penalizações e são obrigadas a divulgar os resultados.” “Algumas empresas apresentam falhas pois a legislação é de facto completa, mas em termos genéricos a nossa qualidade é muito boa” admite o coordenador.
A DECO tem participado e é membro de alguns concelhos, consultivos e administrativos de empresas. “A DECO como representante da defesa do consumidor, participa nas decisões, politica ou em termos de actuação de algumas empresas” conta.
Este facto tem possibilitado, segundo António Domingues “defender os direitos dos consumidores fazendo com que, a água tenha qualidade, salvaguardando assim, o direito à qualidade e saúde dos consumidores, e fazer com que não dispare em termos de preços.”
De facto, as queixas relativas a água dizem respeito ao excesso de preço “ As vezes há uma diferença muito grande no que diz respeito ao que o consumidor acha que deve pagar, porque pensa que não consumiu essa quantidade, e ao que pagam”
O papel da DECO é garantir que os nossos direitos, como consumidores, estão defendidos e felizmente, segundo António Domingues, “São problemas que são fáceis de resolver porque há normalmente a cedência por uma das partes.”

O que fazer?

A educação e consciencialização para com a água deve ser uma aposta a seguir. A existência de disciplinas para consciencializar as pessoas e a penalização para quem desperdiça água, são duas medidas que Miguel Tato Diogo refere, como formas de reduzir ou tentar com que a população reduza a água. As medidas que Portugal deveria tomar para racionalizar a água são «uso eficiente da água, sensibilização e envolvimento da comunidade», afirma Maria João Guerreiro. A agricultura é o que usa mais água potável e de acordo com «Dados publicados no Plano Nacional da Água e integrados no Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água apontam a agricultura como o maior utilizador dos recursos hídricos, com aproximadamente 87% do total da água consumida em Portugal, seguida do consumo urbano (8%) e indústria (5%). Apesar da agricultura apresentar o maior consumo em termos quantitativos, o sector urbano apresenta 46% dos custos efectivos de utilização, seguido da agricultura (28%) e indústria (26%). Medidas como aumento na eficiência de rega produziriam rapidamente uma maior disponibilidade de recursos hídricos, porém, em termos de custos, medidas de maior eficiência em zonas urbanas representariam menores custos de utilização.
A solução será «o uso eficiente da água passa por se equacionar a reutilização das águas residuais, após o seu tratamento, para lavagem de ruas, rega de jardins, lavagem de carros, entre outras aplicações. O sistema tarifário já prevê custos unitários diferentes para diferentes patamares de consumo, sensibilizando a comunidade a um menor consumo», acrescenta Maria João Guerreiro.
As campanhas de sensibilização são o meio mais usado para chegar a todo o público, informando e explicando, o porquê de poupar água e os problemas que futuramente poderemos ter. Miguel Tato Diogo diz-nos que «elas não funcionam a curto prazo. A necessidade, essa sim, é que faz com que o “animal humano”, altere os seus hábitos», afirma preocupado, com o facto das campanhas não terem os resultados esperados. Filipa Batista concorda com a opinião do professor e acrescenta ainda que «nem daqui a 10, 15 anos, as pessoas vão estar consciencializadas para este problema. A Educação só dá frutos a longo prazo».

No entanto, referem que devem continuar a apostar em campanhas de sensibilização.
Para Maria João Guerreiro «o sucesso das campanhas é sempre relativo», mas o mais importante é sensibilizar e conseguir chegar a toda a população, «no entanto, acredito que estas campanhas têm um papel fundamental na melhoria, na eficiência e na utilização da água, principalmente com a introdução de programas ambientais em escolas». As campanhas que pretendem mudar os comportamentos das crianças obtêm mais resultados positivos, pois estas passam a informação aos mais velhos, nomeadamente os pais.

Um começo

O site do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos-SNIRH (http://snirh.pt/) foi criado em meados de 1995 pelo Instituto de Água (INAG) e segundo Cláudia Brandão, co-responsável pelo SNIRH, é «a “Porta” para o exterior da base de dados do Sistema que se baseia na rede de monitorização de recursos hídricos do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.» Permite arquivar de forma sistemática os dados provenientes da monitorização da água e mobilizar o conhecimento proveniente da monitorização para a intervenção e preservação do recurso água.
Como forma de consciencializar e desafiar a população principalmente os mais jovens foram lançados dois concursos em 2005 e 2006, sobre os recursos hídricos: sua origem, sua disponibilidade e meios de quantificação e de preservação.
Cláudia Brandão explica como surgiu a ideia e como funcionou “ A 1 de Junho de 2005 (Dia da Criança) foi lançado um sub-sistema do SNIRH, direccionado para o público juvenil SNIRH-JÚNIOR, correspondendo à comemoração dos 10 anos do SNIRH. Nesta mesma altura foi apresentado o concurso “Monitoriza os gastos de água em tua casa”, que visou medir os gastos de água na rotina de uma família portuguesa no ambiente onde habita. Este concurso foi proposto no ano em que Portugal viveu uma das secas mais severas, tendo sido efectuada uma campanha visando a utilização racional da água. Estas campanhas envolveram o público em geral e organismos públicos e privados. Neste universo estão as autarquias às quais estão associadas muitas actividades consumptivas de água.

Neste contexto, o lançamento do concurso “Água no teu concelho” permitiria obter as disponibilidades dos diversos concelhos (origens de água para abastecimento) em confronto com o gasto de água nas diversas utilizações, permitindo efectuar uma análise da eficiência na utilização deste recurso.”
Segundo a Cláudia Brandão a participação nos concursos juvenis corresponde a “um esforço meritório por parte dos docentes e das escolas envolvidas, uma vez que implica uma motivação extra com vista à execução de uma tarefa adicional em relação às obrigações impostas pelo Ministério da Educação.” Apesar de ser uma activação extra curricular ela explica que a motivação é forte “a motivação e a vontade de sensibilizar a comunidade para a utilização correcta dos recursos hídricos é bastante elevada”.
Cláudia Brandão acredita que,“Face aos contactos já existentes com alguns estabelecimentos de ensino, espera-se uma grande participação no próximo concurso “Água e o Desenvolvimento Sustentável”, o que denota uma crescente motivação para os assuntos relacionados com a água.”
Estas iniciativas, juntamente com o lançamento do SNIRH-JÚNIOR, incentivaram a criação de páginas de Internet escolares, o desenvolvimento de actividades escolares relacionadas com a água e o envio de mensagens e de trabalhos escolares para o site, o qual, tem segundo a co-responsável, 650 utilizadores por dia, e recebe vários e-mails a solicitar esclarecimentos, informações entre outros, bem como, a felicitar o site.
Cláudia Brandão afirma que o feedback “demonstra que os numerosos utilizadores estão totalmente interessados neste site e nos eventos por este promovido”. Entre os utilizadores estão os Serviços do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e outros serviços da Administração Pública associados a outros ministérios.
Em Abril de 2007 o site-SNIRH foi consultado por 55 países, sendo os mais assíduos, para além de Portugal, Brasil, Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, Moçambique e Suiça. Este site é um exemplo a seguir, e um começo de uma longa batalha de consciencialização em Portugal.

Publicada por sandra em Sexta-feira, Maio 18, 2007

Etiquetas: Liliana Duarte e Eva Oliveira, Sandra Cunha

Em resposta ao comentário de rafael Por rafael
20.11.2007 - 15:40

eu estou fazedo um trabalho e preciso de ajunda o assunto e "a importancia dos rios para a humanidade"

Em resposta ao comentário de feipe Por feipe
25.11.2007 - 14:24

muito bom,gostei de ver isso,eu não sabia que o dia mundial da agua era esa quinta feira,nosa que legal.

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