Médias dos exames do 12º desceram

Médias dos exames do 12º desceram

Notas baixam na maioria das disciplinas face a 2005. Matemática com média de 5,9 valores. Ministério permite repetição das provas de Química e Física.

A Matemática continua a ser a disciplina com piores resultados nos exames nacionais do 12º ano, cujas notas foram hoje, quinta-feira, anunciadas. Este ano, 40% dos alunos que fizeram a prova tiveram negativa na disciplina. A média dos resultados a Matemática foi, novamente, a mais baixa: 5,9 valores, menos um do que em 2005.

A média das notas desceu na maioria das disciplinas. Segundo os números oficiais do Ministério da Educação, dos 28 exames com maior número de alunos inscritos, oito registaram uma média negativa (abaixo dos 9,5 valores numa escala de zero a 20). Desenho e Geometria Descritiva B foi o exame com melhor média (13 valores), seguido de Teoria do Design (12,8).

Depois de Matemática, Física (programa antigo) e Química (programa novo), ambas com 6,9 valores, foram as disciplinas com notas mais baixas nos exames. No caso do exame de Física para os alunos abrangidos pelo novo programa, a média foi de 7,7 valores, menos 2,2 que em 2005.

Devido a este "valor médio relativamente baixo e muito inferior ao verificado no ano passado", os alunos vão poder repetir as provas de Física e Química na segunda fase, que decorre entre os dias 19 e 25, ficando com a melhor classificação dos dois exames.

"O Ministério da Educação (ME) atribui estes resultados a dificuldades sentidas pelos alunos na adaptação ao novo programa estas duas disciplinas ou às respectivas provas de avaliação", afirmou o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, num despacho enviado às escolas, que determina ainda, "a título excepcional", que os alunos que voltem a realizar os exames possam candidatar-se à primeira fase de acesso ao ensino superior.

Resultados razoáveis

O Gabinete de Avaliação Educacional do ME faz uma avaliação "razoável" dos resultados dos exames. "Tendo em conta que houve uma quantidade muito grande de novidades, tanto ao nível dos exames do 11º ano, como dos programas novos do 12º, penso que a avaliação dos resultados é razoável", disse a directora Glória Ramalho.

"Houve uma certa constância nos resultados em relação ao ano passado, por exemplo no caso da Matemática, onde, sendo baixos, se mantiveram sem grandes alterações", acrescentou a directora do gabinete do ME.

O exame nacional tem um peso de 30% na nota final das disciplinas do 12º ano e oscila entre os 35 e os 50% da nota de candidatura ao ensino superior.

JPN
c/ Lusa
Foto: SXC
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Em resposta ao comentário de fernando freitas Por fernando freitas
15.07.2006 - 18:47

ainda gostava de saber a razão pela qual os alunos que frequentam o actual 12º (não sendo alunos da reforma), fizeram exames, por ex. química novo programa,quando os docentes que leccionaram a disciplina este ano que agora termina, receberam formação ao longo do mesmo.o resultado está à vista na 1ª fase. Que conclusões podem os cidadões retirar destas atitudes?

Em resposta ao comentário de Graça Teixeira Por Graça Teixeira
18.07.2006 - 14:21

È lamentável que os programas estejam constantemente a ser alterados, que nunca haja tempo para os dar, que os professores estejam mal preparados e que o trabalho dos nossos jovens seja menosprezado...
Os professores inistem que os maus resultados se devem a pouco trabalho dos alunos... quem pode acreditar nisso com médias de maus resultados como estas? Os nossos jovens e o seu futuro deviam merecer mais respeito!Assumam os erros e parem com estas constantes mudanças.Preparem os professores, que na sua maioria deixam muito a desejar. Os professores são tão unidos quando se trata de olhar para os seus interesses, que tal, para variar, lutar pelos interesses dos alunos? O ensino não existe para servir os professores, mas sim para preparar o futuro dos nossos jovens e do nosso país!

Em resposta ao comentário de Maria Lopes Por Maria Lopes
20.07.2006 - 19:31

É vergonhoso o que se está a passar neste país. Empurram-se responsabilidades de cima para baixo com uma ligeireza atroz; a Ministra malha nos professores porque a culpa é só deles e é a eles que compete dar o que podem e o que não podem; aos alunos o desabor que o estudo se tornou para eles, mas tem de ser se querem perseguir os seus sonhos e indirectamente aos pais, muitos deles também profs. que apertem o cerco a professores vendo os seus filhos caminhando para um abismo de insucesso, desalento extenuados sem nada lhes poder fazer. Ninguem se sentou a pensar qual o objectivo feroz desta mulher?- são numeros para europa ver! só para algumas coisas convém!...

Em resposta ao comentário de JVS Por JVS
21.07.2006 - 02:25

Não compreendo esta medida, do “ministério da educação”, mandar repetir exames porque a média das notas foi baixa, então o que fazer em relação a outros em que a média das notas ainda foi mais baixa (por exemplo matemática)?
Vamos pensar nisto, a maioria dos cursos universitários (com boa saída profissional) têm a matemática como prova de ingresso. Uma grande parte dos alunos com boas notas a matemática, até ao fim do ensino básico, começam em queda livre quando entram no ensino secundário, sendo uma razia de negativas nos primeiros testes de cada ano lectivo, altura em que aparecem por todos ao lado panfletos de centros de explicações prometendo os melhores resultados. Normalmente os explicadores desses centros de explicações dão aulas noutras escolas fora da zona dos respectivos centros. A dificuldade em obter nota positiva ao ensino superior está directamente relacionada com a importância dessas disciplinas em relação a esse acesso.
Será que os professores que se queixam da carga horária, que não lhes deixa tempo para prepararem as aulas, ainda têm tempo para dar explicações nesses centros? Não seria de atribuir um regime de exclusividade a esses profissionais para que pudessem dedicar-se a tempo inteiro à sua tão nobre profissão?
Ministério em vez de se preocupar com os exames de química e física devia investigar:
Porque os alunos com médias superiores a 15 valores (entrando nessa média a nota de matemática) , não conseguem a nota mínima de 9,5 a matemática para ingressarem n ensino superior;
Porque os resultados dos professores em relação ao aproveitamento dos seus alunos;
Onde esses professores dão explicações e quanto recebem por isso;
Acho que a repetição dos exames de química e física, foi tapar o sol com a peneira.

Em resposta ao comentário de A.C.M Por A.C.M
28.07.2006 - 00:09

Concordo que é vergonhoso o que se passou em relação aos exames nacionais. Pergunto-me o porquê da descriminação das disciplinas de química e física em relação às outras disciplinas cujas médias ainda foram mais baixas. Foram todos prejudicados; tanto os alunos das outras diciplinas quanto os alunos das mesmas discipinas que optaram por fazer o exame só na 2ª época. Uns, têm possibilidade de escolher a melhor nota e os outros terão que se sujeitar à nota que tiverem apenas na 2ª fase. Frequentemente dou comigo a pensar se tudo isto não será inconstitucional uma vez que o artigo 74 da contituição da república portuguesa no seu ponto 1 diz: "Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar", assim como o artigo 76 (que se refere ao acesso ao ensino superior) no seu ponto 1, garante que: "O regime de acesso à Universidade e às demais instituições do ensino superior garante a igualdade de oportunidades e a democratização do sistema de ensino ...etc."
Não sei se estarei errada mas quer-me parecer que a igualdade de oportunidades é menos igual para uns do que para outros....

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